Partido da base de Lula manda recado após projeto para “perdoar” Dilma

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Partido da base de Lula, o MDB mandou recado após ala do PT apresentar um projeto para “anular” o impeachment de Dilma Rousseff, ocorrido em 2016. No atual governo, emedebistas controlam os ministérios dos Transportes, Planejamento e Cidades.

Apresentado pelo deputado petista Lindbergh Farias, o projeto pede a devolução simbólica do mandato de Dilma como presidente e conta com o apoio da chefe do PT, Gleisi Hoffmann. A justificativa é o arquivamento, pela Justiça Federal, da ação que acusava Dilma de improbidade por promover as chamadas “pedaladas fiscais” em seu governo.

Antes do arquivamento da ação, declarações de Lula de que Dilma foi vítima de um “golpe” já causavam mal-estar com o MDB de Michel Temer, que assumiu a Presidência no lugar da petista.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (30/8), a Juventude do MDB, defendeu o “impeachment legítimo” da ex-presidente. A nota afirma que a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) considerou que Dilma já havia sido punida pelas pedaladas fiscais.

“Em 2016, ela [Dilma] enfrentou um processo de impeachment de acordo com a legislação estabelecida pela Constituição Federal. Dilma foi considerada culpada por ‘contratar operações de crédito com instituição financeira controlada pela União e editar decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso’”, afirma a nota.

“Não se deve confundir a sentença do Senado com a decisão que arquivou denúncia de crime de improbidade administrativa imputado à cidadão Dilma Rousseff. No TRF-5, não houve julgamento de mérito sobre a existência das infrações. O que se deu foi uma compreensão de que, pelo princípio de não bis in idem (não ser punida duas vezes pelo mesmo fato). Dilma já foi punida, portanto”, pondera a Juventude do MDB.

Atualmente, a base aliada de Lula conta com 47 deputados que votaram a favor do impeachment de Dilma em 2016. O projeto do PT repercutiu entre os parlamentares, com várias demonstrações de repúdio. Dessa forma, o partido terá que organizar seus aliados até que a matéria seja levada a votação.

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